O ano que teria sido e o ano que foi

Foi o ano em que sonhei passear de mãos dadas com Adalgisa no calçadão do Leme, nós dois no fim da tarde, convidados pelo sol a um mergulho – e acabamos espreguiçados e entrelaçados na grama boa do Ibirapuera. Foi bom. Foi o ano da Rosa, não a do Umberto Eco, mas a melhor de […]

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A minha praia

A Rua Almirante Gonçalves, eu acho, é a menor de Copacabana. Começa na Avenida Atlântica, ali na esquina do Hotel Debret e do finado restaurante Alcazar, e nem chega a alcançar a Barata Ribeiro, contida pela floresta de prédios, cada um mais feio que o outro. A beleza mesmo fica represada na ruazinha. Nela, está […]

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O incrível Hulk e o crível Huck

Quando era pequena, e ainda cabia no meu colo, minha filha caçula dizia sentir pena de mim porque meu carro, o Sujinho, já estava meio passado e minha casa, que ela e os irmãos chamavam de Casa da Bagunça, precisava de, sei lá, uma guaribada. Volta e meia, numa declaração de amor infantil, ela prometia tomar uma […]

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Quase tudo

São Paulo já me ensinou (a lembrar) que, tirando dinheiro, eu tenho muito mais do que preciso. Tão maior do que todas as minhas necessidades e possibilidades, São Paulo já me ensinou, por exemplo, que é possível viver com 10% das roupas amontoadas no meu armário, no Rio. Ou menos. São Paulo já me fez […]

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O Rio do Tarso de Castro

Quem é torcedor de futebol conhece aquele sentimento de vergonha do próprio time depois de um vexame. Não é uma vergonha qualquer. É diferente. Torcedor de futebol, em geral, sabe a diferença entre perder e dar vexame. Vexame é vexame. Não é a mesma coisa. Uma goleada de 7 a 1 numa Copa do Mundo em casa, por […]

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